quarta-feira, 7 de março de 2012

Curiosidades: O efeito 3D nos gibis !

De tempos em tempos o efeito 3D ganha notoriedade. No cinema as últimas novidades foram os filmes Avatar de James Cameron e atualmente A Invenção de Hugo Cabret de Martin Scorsese, que utilizam a mais recente tecnologia para criar os efeitos tridimensionais. Mas isso não é novo. Em 1922 já foi exibido o primeiro filme com esse efeito - The Power of Love (O Poder do Amor), mas apesar da novidade foi somente na década de cinqüenta que o sistema ganhou popularidade, alcançando relativo sucesso em filmes, fotografias e até gibis. Sim gibis! No acervo do Garatuja tem alguns exemplares desse período como a Edição Extra do Álbum Gigante, publicado pela EBAL em 1954. Nesse álbum, com o título Gargalhadas 3D, a editora ironiza com as próprias publicações. O que era a série Quem Foi ? vira Tem Boi ?; a série O Idílio vira O ExílioAí Mocinho, Taí Velhinho, e por aí vai...Ou exemplar do acervo é Mindinho Edição Especial em 3D que traz historias também engraçadas com Os Três Patetas, grande sucesso da época e finalmente a Edição Extra de Possante, que diz na capa ser a primeira revista do mundo com histórias em quadrinhos com a terceira dimensão. Essa revista é de 1953, portanto com quase sessenta anos. Nesse período (década de cinqüenta) a televisão estava no auge de sua popularidade e quase conseguiu acabar com o público dos cinemas. Como forma de reverter o quadro os produtores dos estúdios decidiram criar algo para fazer o espectador voltar às salas de projeção. Assim ressurgia o 3D, que é uma representação gráfica em duas dimensões (altura e largura), que através de óculos especiais criam a ilusão da terceira dimensão – a profundidade. Esses óculos, com lentes na cor azul e vermelho (ou verde), transmitem uma imagem diferente para cada olho alterando o ângulo de cada um deles e fazendo com que o cérebro crie a ilusão de profundidade. Portanto o efeito 3D só funciona para quem enxerga com as duas vistas e tem um probleminha só: dá muita tontura e uma dor de cabeça danada se ficar longos períodos com os óculos. Na década de oitenta houve novo impulso ao efeito, surgindo novamente filmes e gibis, como Ms Tree 3D, de 1988 que temos no acervo. Se na sua origem o efeito tridimensional procurava reverter uma situação de quase estagnação das salas de exibição causada pelo crescimento da televisão, hoje o grande vilão do cinema é o computador. Resta saber se a estratégia vai dar certo mais uma vez. A contar das inúmeras tecnologias 3D desenvolvidas atualmente, tanto o cinema, como a televisão terão vida longa, e não precisa ser vidente para saber que logo a tecnologia 3D estará presente de forma mais cotidiana até no próprio computador, como já acontece com os jogos de videogames.


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